Depois de um tempão fora do mapa — sete anos, pra ser mais exato — o Festival Amazonas de Música (FAM) tá voltando com tudo pro calendário cultural de Manaus. E não é pouca coisa, não: é aquele tipo de retorno que faz o povo dizer “agora sim, voltou o que é nosso!”. O evento acontece nos dias 14 e 15 de novembro, a partir das 17h, lá no Parque Rio Negro, no São Raimundo, com entrada de graça, do jeitinho que o povo gosta.
A parada nasceu lá em 2010, pelas mãos do Sindicato dos Músicos Profissionais do Amazonas, e agora retorna pelas forças do Governo do Estado, via Secretaria de Cultura e Economia Criativa. É um reencontro que vem forte, como quem aguenta enchente, vazante e ainda sai cantando — símbolo puro de resistência de uma classe que penou com a pandemia e com a falta de espaço pra mostrar sua arte.
Esse reavivamento do festival não caiu do céu, não. Foi um “puxirum” bonito puxado pelo Fórum Setorial de Música, pelo Conec e pelo Concultura, que se juntaram pra trazer o FAM de volta pra vida. E deu certo.
Como bem contou Mencius Melo, conselheiro estadual de Cultura e vocalista da banda Zona Tribal:
Trabalhei incansavelmente para recuperar esse festival porque ele é essencial para formar plateia e dar visibilidade aos nossos artistas autorais. Foram muitas tentativas, mas com a nova gestão da Secretaria de Cultura, finalmente conseguimos o ‘sim’ que tanto esperávamos”.
O maestro Everaldo Barbosa, um dos criadores do festival, reforçou a força do coletivo nesse retorno:
Recuperar o festival é resgatar uma vitrine da produção musical do nosso estado. Essa vitória é de todos os artistas que acreditaram e lutaram juntos pela cultura do Amazonas”.
Na mesma toada, a conselheira Loren Lunière lembrou que a luta não pode parar:
Essa é uma vitrine poderosa para mostrar o talento e a força dos nossos músicos. Mas o trabalho não termina aqui — precisamos transformar essa conquista em política pública permanente, garantindo fomento e respeito à nossa arte”.
E pra fechar a roda, o secretário de Cultura e Economia Criativa, Caio André, reforçou a importância da volta:
Reconstruir o Festival Amazonas de Música é um gesto de respeito aos artistas que fazem a cultura do nosso estado vibrar. Isso só foi possível graças à sensibilidade do governador Wilson Lima, que acolheu o pedido do Conec e compreendeu a importância dessa retomada para o setor criativo”.
Nesta edição especial, o festival muda de pele: deixa de lado a competição e vira uma mostra de talentos autorais. É diversidade pura, daquele jeito amazônico cheio de cor, força e identidade. Mais que festival — é um grito, um manifesto sonoro dizendo que, quando a música da terra tem apoio, ela vira futuro.
Programação
Sexta (14/11):
Jorge Dias, Alquimia, Casa de Caba, Platinados, George Japa, Lico Magalhães e Agenor, Agostinho & Léo.
Sábado (15/11):
Wendy Lady, Cileno, Mady & Seus Namorados, Uma Póvoas, Lucilene Castro, Marquinhos Negritude e Roberto Rios.







