Na capital e por todo o Brasil, a notícia que correu rápido entre fãs e admiradores foi a internação do cantor e compositor Milton Nascimento, de 83 anos, desde esta quinta-feira (16), em razão de um quadro de pneumonia. A informação foi divulgada nas redes sociais do artista, sem detalhes sobre o hospital onde ele está sendo atendido. Segundo a nota oficial, “Ele segue estável e em boa evolução clínica, como todo o suporte necessário, e assistido por uma excelente equipe de profissionais. A previsão é que ele receba alta nos próximos dias e siga o tratamento em casa, visando o seu conforto”.
Para quem vive nessas bandas da Amazônia, onde a música também pulsa forte entre rios, ruas e memórias, Milton é mais que um nome — é trilha sonora de gerações. O artista, que já enfrenta o diagnóstico de Parkinson e da demência por corpos de Lewy, segue sendo acompanhado com todos os cuidados médicos. A condição, embora sem cura, pode ser controlada com tratamento adequado, ajudando a preservar a qualidade de vida.
Nascido no Rio de Janeiro e criado em Minas Gerais, Milton construiu uma trajetória que atravessa décadas e fronteiras. Ainda jovem, ganhou projeção ao integrar o movimento Clube da Esquina, marcando de vez a história da música brasileira. Ao longo da carreira, gravou quase 50 álbuns e conquistou reconhecimento dentro e fora do país, sendo homenageado com títulos de Doutor Honoris Causa por importantes instituições como a UFMG, Unicamp, Berklee College of Music e, mais recentemente, pela Fiocruz.
Por aqui, no chão amazônico, onde a cultura se reinventa todos os dias, a torcida é coletiva pela recuperação de um dos maiores nomes da música brasileira. Entre rádios, playlists e memórias afetivas, Milton segue presente — provando que, da beira dos rios aos grandes centros urbanos, sua voz continua ecoando forte no coração do país.
(*) Baseado em informações de A Crítica






