O mercado internacional de petróleo começou a semana em forte queda. Nesta segunda-feira (2), os preços das duas principais referências mundiais recuaram mais de 7%, diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Ormuz.
O Brent, referência internacional, caiu 7,63%, uma perda de US$ 8,66, encerrando o pregão a US$ 104,77 por barril. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, recuou 7,36%, equivalente a US$ 7,66, e fechou cotado a US$ 96,46.
O principal motivo da reação do mercado foi a possibilidade de avanço diplomático. O Irã apresentou uma proposta de dois dias para reabrir o Estreito de Ormuz e retomar as negociações nucleares com Washington, desde que suas exigências sejam atendidas. A iniciativa prevê a participação de outros países na mediação.
O presidente americano, Donald Trump, também afirmou que o governo iraniano deseja chegar a um acordo, mas evitou antecipar qualquer resultado. Ao comentar as negociações, resumiu a situação com um cauteloso: “Vamos ver”.
Outro fator acompanhado pelos investidores foi a decisão de sete integrantes da Opep+ de manter inalteradas as metas de produção de petróleo para dezembro. O grupo preservou os níveis estabelecidos para setembro, enquanto produtores buscam alternativas para contornar as dificuldades de exportação provocadas pela situação no Estreito de Ormuz.
Mas a queda dos preços não significa que o mercado esteja livre de preocupações. O Goldman Sachs elevou suas projeções e passou a estimar o barril do Brent em US$ 105 em dezembro e US$ 88 em 2027, acima das previsões anteriores, de US$ 90 e US$ 80, respectivamente.
Por enquanto, os investidores apostam em uma possível redução das tensões. O detalhe é que qualquer mudança no conflito ou no funcionamento do Estreito de Ormuz pode mexer novamente com os preços da energia no mundo inteiro.
(*)Baseado em informações de Times Brasil



