A Europa teve um fim de semana de ruas cheias, reivindicações e confrontos. Na França, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra o alto custo de vida e exigir melhores condições de ensino. Na Itália, uma manifestação em Milão também terminou em tensão entre participantes e forças policiais.
Na França, os números dão uma ideia do tamanho da mobilização: segundo o governo, cerca de 550 mil pessoas participaram dos atos, enquanto os organizadores estimaram 800 mil manifestantes. Em Paris, uma orquestra formada por participantes chamou atenção ao tocar a música-tema dos Vingadores durante os protestos.
Mas nem tudo ficou na manifestação pacífica. Em diferentes cidades francesas, grupos envolvidos em atos de vandalismo entraram em confronto com a polícia, provocando incêndios e saques. Cerca de 1,8 mil pessoas foram presas, e mais de 500 policiais e bombeiros ficaram feridos, segundo os dados divulgados na fonte.
A crise também chegou à política. Representantes da esquerda e da direita pediram a renúncia do ministro do Interior, Laurent Nuñez, criticando a condução da segurança durante os atos. O presidente Emmanuel Macron condenou a violência e afirmou que não há espaço para esse tipo de ação no país.

Em Milão, na Itália, uma marcha contra o aumento do custo de vida começou de forma pacífica, mas terminou com manifestantes mascarados lançando pedras e outros objetos contra a polícia de choque.
O assunto também repercutiu nos Estados Unidos. Donald Trump atribuiu os protestos franceses à imigração e afirmou que a chegada de pessoas de culturas diferentes teria prejudicado o país, uma declaração que expressa sua avaliação política sobre o tema.
E tem mais: manifestações também foram registradas em outros países europeus, cada uma com suas próprias reivindicações. O cenário mostra uma Europa pressionada por insatisfações sociais e econômicas, mas também deixa um alerta: quando o protesto termina em violência, a população e os próprios agentes públicos acabam pagando uma conta alta.
(*) Baseado em informações de The Guardian



