Pra quem gosta de um cineminha e ainda quer valorizar o que é nosso, a Semana do Cinema Brasileiro já começou a movimentar Manaus com uma programação daquelas. A abertura rolou na segunda-feira (15/06), lá no Largo de São Sebastião, bem no coração da cidade, reunindo uma galera pra prestigiar o audiovisual amazônico.
A mostra segue até o dia 20 de junho com sessões gratuitas espalhadas por espaços culturais da capital. E não é qualquer programação, não — tem curta, documentário e filme de ficção feito por cineastas daqui da região Norte, contando histórias que têm a cara, o sotaque e o jeito da Amazônia.
A abertura já chegou pesada de significado, homenageando dois nomes importantes: Silvino Santos e Roberto Kahane. Teve exibição do filme “Silvino Santos, o Fim de um Pioneiro”, que relembra a trajetória desse cineasta que ajudou a registrar imagens históricas da Amazônia ainda no tempo do ciclo da borracha.
Também passaram obras restauradas do acervo dele, como “Fragmentos da Terra Encantada”, “1922, a Exposição da Independência”, “Vale Quem Tem” e “A Propósito de Futebol”. E teve ainda entrevista conduzida pela jornalista Norma Araújo, reforçando a importância desse legado pro cinema brasileiro.
Na mesma noite, o público conferiu produções mais recentes, como “Garrote” e “Santo Antônio da Terra Preta”, do cineasta Bruno Pantoja. Um mostra a realidade dura da crise do oxigênio em Manaus, enquanto o outro mergulha na cultura e na fé de uma comunidade de Manacapuru.
E a programação segue firme. Nesta terça (16/06), no Cineteatro Guarany, teve o documentário “A Amazônia Como Palco”, que revisita a história do Teatro Experimental do Sesc (TESC), símbolo de resistência cultural na época da ditadura. Depois, entra em cena “O Desentupidor”, trazendo uma narrativa urbana cheia de desafios sociais.
Na quarta (17/06), é a vez do longa “Lados Opostos do Mesmo Rio”, de James Bentes, que faz um paralelo entre Manaus e Iranduba, mostrando histórias marcadas por desigualdade, maternidade e pertencimento, tudo embalado pela travessia do Rio Negro.
Já na quinta (18/06), o documentário “Bayaroá”, de Cleinaldo Marinho, destaca a luta do cacique Justino Pena pra manter viva a cultura indígena, valorizando língua, memória e saberes tradicionais.
Pra fechar com chave de ouro, no sábado (20/06), o Cineteatro Guarany recebe o Festival Adventista de Cinema, com exibição de curtas produzidos pela Igreja Adventista do Sétimo Dia.
No fim das contas, essa semana de cinema mostra que a Amazônia não é só cenário, não — é protagonista de suas próprias histórias. É memória viva, é identidade pulsando forte e é o povo contando sua própria narrativa na telona.
(*) Texto produzido com base em informações Públicas.






