Manaus – Produtores e associações da agricultura familiar se reuniram, na manhã da última sexta-feira (17), no Auditório Samaúma da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), pra participar do workshop “AgroGestão: Do Controle Financeiro ao Mercado Digital”. A proposta foi direta: ensinar, na prática, como organizar o negócio, cuidar do dinheiro e abrir caminho pra vender mais — inclusive no digital.
A ação contou com a parceria da RockStar Consultoria e teve destaque forte do Instituto Tecnológico Socioambiental (ITS), que vem atuando firme no fortalecimento da bioeconomia na região. A ideia é clara: dar ferramenta de verdade pra quem vive da produção local crescer com mais segurança e visão de mercado.
O workshop foi dividido em três módulos, tudo bem amarrado pra facilitar o entendimento. No primeiro, “O Dinheiro do Negócio: Gestão Financeira e Precificação”, o administrador e consultor Thyerry Piaget trouxe orientações sobre controle financeiro e formação de preço — aquele básico bem feito que faz toda diferença no fim do mês.
Depois, no módulo “Crescendo com Segurança: Formalização e Crédito”, o mesmo palestrante explicou os caminhos pra regularizar os negócios e acessar crédito. Foi aquele papo reto, sem enrolação, mostrando que dá pra crescer, sim, mas com organização e planejamento.
Já no último momento, “Da Floresta para a Vitrine – Processos e Marketing”, quem assumiu foi o time do ITS. O biólogo Marcos Harvé, junto com Yan Mesquita, especialista em marketing e tecnologia, mostrou como os produtos da floresta podem ganhar mais valor e alcançar novos públicos, principalmente no ambiente digital. É o tipo de estratégia que abre porta e coloca o produto amazônico pra rodar mais longe.
Voltado para associações do Projeto Mais Gestão e integrantes do AgroUFAM, o encontro reforçou uma coisa que já é realidade: quem se capacita, sai na frente. E, no caso da agricultura familiar, isso significa mais renda, mais autonomia e mais valorização do que é produzido aqui na região.
No meio disso tudo, o papel do ITS ficou ainda mais evidente, fazendo a ponte entre conhecimento técnico, inovação e a realidade de quem tá no dia a dia da produção. É esse tipo de iniciativa que ajuda o pequeno produtor a se estruturar melhor e encontrar espaço em mercados cada vez mais exigentes.
No fim das contas, o recado foi dado: com orientação certa e acesso à informação, dá pra crescer — e crescer bem — sem perder a identidade da Amazônia.
(*) Baseado em informações de Portal do Minuto






